Um dos problemas dermatológicos mais comuns nessa época do ano é a pele ressecada. No inverno, as temperaturas caem, o ar fica mais seco e a cútis perde água. Somado a isso, os banhos mais quentes e demorados podem reduzir a proteção natural do tecido e contribuir para o ressecamento. 

Por se tratar de uma queixa frequente, a Dermatologista da SegMedic, Dra. Beatriz Souza, revelou três segredos que ajudam a manter os cuidados em dia durante a estação mais fria. E ela reforça: “Não é necessário ter uma rotina complicada com 1.000 passos. Alguns hábitos simples já fazem bastante diferença.” 

Sintomas de uma pele ressecada no inverno

Antes de tudo, é importante aprender a reconhecer os sinais do ressecamento, que podem aparecer de diversas formas. Veja quais são os principais: 

  • Textura áspera; 
  • Rigidez incômoda após o banho, trazendo a sensação de repuxamento; 
  • Descamação; 
  • Coceira persistente; 
  • Linhas finas e esbranquiçadas, comuns nas pernas e nos braços; 
  • Perda de brilho, deixando a cútis com aspecto fosco ou acinzentado. 

A Dra. Beatriz Souza ainda reforça que pessoas com tendência ao ressecamento ou com doenças dermatológicas podem sentir os sintomas com mais intensidade. Nesses casos, também podem surgir sinais mais graves, como: 

  • Rachaduras e fissuras; 
  • Sangramento; 
  • Manchas vermelhas; 
  • Sensação de ardor ou queimação. 

Em caso de recorrência ou desconforto intenso, o indicado é procurar um Dermatologista para descobrir o tratamento mais adequado para cada caso. 

Dicas para cuidar da pele ressecada no inverno 

Preservar a Saúde da cútis durante os meses mais frios não exige uma rotina extensa nem vários produtos. Segundo a Dermatologista, alguns cuidados simples já fazem diferença. 

Evite banhos muito quentes e demorados 

Embora a água quente seja uma boa pedida para os dias frios, ela pode acabar prejudicando a barreira natural de proteção. Isso acontece porque a temperatura elevada remove parte da oleosidade que ajuda a manter a hidratação, deixando o corpo ainda mais seco e sensível. 

Além disso, o uso frequente de buchas, esfoliantes e sabonetes em excesso também pode piorar o quadro de pele ressecada no inverno. 

Por isso, o ideal é optar por banhos mais rápidos e evitar temperaturas muito elevadas. O sabonete deve ser utilizado de maneira equilibrada, e as buchas, evitadas. 

Hidrate a cútis regularmente 

Um dos principais cuidados para combater a pele ressecada no inverno é manter a hidratação como parte da rotina. 

A recomendação é aplicar o hidratante com frequência, principalmente após o banho, quando a epiderme ainda está levemente úmida. Isso porque os poros permanecem dilatados, permitindo que o creme penetre melhor. Também vale dar atenção às regiões que costumam ressecar mais, como: 

  • Mãos; 
  • Braços; 
  • Pernas; 
  • Cotovelos; 
  • Joelhos; 
  • Lábios. 

Outro ponto importante é entender que oleosidade e hidratação não são a mesma coisa. A oleosidade está relacionada principalmente à quantidade de sebo produzida, enquanto a hidratação está ligada à capacidade de reter água e preservar a proteção natural. 

Por isso, até mesmo uma cútis oleosa pode ficar ressecada ou sensibilizada, principalmente durante o inverno. Nesses casos, a hidratação continua sendo importante, mas os produtos devem ser escolhidos de acordo com as necessidades de cada tipo. 

Não esqueça do protetor solar 

Mesmo com as temperaturas mais baixas, o protetor solar continua sendo indispensável. Isso porque a radiação ultravioleta permanece presente durante toda a estação e, por isso, a proteção deve seguir fazendo parte da rotina de cuidados. 

Para a Dra. Beatriz, o skincare não precisa ser complexo:  “O skincare não precisa significar uma rotina com muitos produtos. E eu prezo muito por isso também nas minhas Consultas com meus pacientes. Para a maioria das pessoas, uma boa base começa com limpeza, hidratação e protetor solar, sempre escolhida de acordo com a necessidade de cada caso.” 

Quando o assunto é skincare, mais produtos nem sempre significam mais benefícios. O excesso começa a prejudicar quando a pessoa lava o rosto muitas vezes ao dia, faz esfoliações frequentes ou combina vários cosméticos potencialmente irritantes sem orientação médica. 

Em caso de irritação, é importante rever os produtos e hábitos utilizados e, se necessário, buscar orientação de um Dermatologista. 

Cada fase da vida pede um cuidado diferente

Outro ponto destacado pela Dermatologista é que as necessidades da pele mudam ao longo dos anos. Com isso, a rotina precisa acompanhar essas transformações. Na infância, menos costuma ser mais.

“A pele infantil é mais delicada e vulnerável a irritações. Então, a orientação é: priorizar banhos curtos, água morna, produtos adequados para crianças e hidratação quando necessária.”

Na vida adulta, os cuidados podem ser adaptados às características e necessidades individuais, como oleosidade, acne, manchas, sensibilidade ou ressecamento. Com o envelhecimento, o cenário muda novamente:

“Com o envelhecimento, a pele tende a ficar mais seca, porque ocorre a redução da produção de suor e de oleosidade natural. Por isso, hidratação, produtos de limpeza suaves e banhos menos quentes passam a ter mais importância. A proteção solar continua sendo fundamental ao longo da vida.”

Agende sua Consulta com um Dermatologista da SegMedic 

Se o ressecamento continua mesmo com os cuidados diários, não espere as rachaduras aparecerem. Em uma Consulta, o Dermatologista identifica a causa do problema, indica os produtos certos para o seu caso e, quando necessário, solicita Exames complementares, evitando que você gaste dinheiro com fórmulas que não combinam com a sua rotina. 

Na SegMedic, o você pode fazer o agendamento online. A Consulta particular custa R$ 250, e clientes SegMais pagam apenas R$ 49. Agende agora a sua Consulta com o Dermatologista da SegMedic e cuide da Saúde da sua cútis ainda neste inverno.