Sofre com cólicas fortes? Entenda a diferença entre a dor menstrual comum e a endometriose, conheça os sinais de alerta e saiba quando procurar um médico.

Sentir um desconforto durante o período menstrual é algo que muitas mulheres consideram “parte da rotina”. No entanto, existe uma linha tênue entre o mal-estar comum do ciclo e uma dor que sinaliza que algo está errado. Quando a cólica se torna incapacitante, impedindo você de trabalhar, estudar ou até de se levantar da cama, é preciso investigar.

Muitas vezes, o que é rotulado como apenas uma “cólica forte” é, na verdade, um sintoma de endometriose. Estima-se que a doença afete cerca de 10% da população feminina no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde (2022), levando, em média, de 7 a 10 anos para ser diagnosticada corretamente (World Endometriosis Society).

Neste blog, vamos detalhar as diferenças, os sinais de alerta e a importância de um diagnóstico precoce.

O que é a cólica menstrual comum (Dismenorreia)?

A cólica menstrual, cientificamente chamada de dismenorreia primária, é causada pela liberação de uma substância chamada prostaglandina. Ela faz com que o útero se contraia para expulsar o endométrio (a camada interna que se preparou para uma gravidez que não ocorreu).

Características da cólica normal:

  • Início: Começa um ou dois dias antes do fluxo ou logo no primeiro dia.
  • Duração: Costuma diminuir após as primeiras 48 horas de menstruação.
  • Localização: Dor no baixo ventre, podendo irradiar levemente para as costas.
  • Intensidade: É desconfortável, mas não impede suas atividades. Geralmente cede com repouso, calor local ou analgésicos simples.

O que é a endometriose e por que ela dói tanto?

A endometriose ocorre quando células semelhantes ao endométrio crescem em locais onde não deveriam, como nos ovários, nas trompas, no peritônio e até em órgãos vizinhos, como o intestino e a bexiga.

Diferente do tecido dentro do útero, que sai através da menstruação, esse tecido “fora do lugar” inflama os órgãos ao redor a cada ciclo menstrual. Com o tempo, essa inflamação crônica pode gerar aderências (órgãos que “grudam” uns nos outros) e fibroses, o que explica a dor severa.

Tabela Comparativa: Cólica Comum vs. Endometriose

Cólica Comum vs. Endometriose


5 Sinais que você não deve ignorar

Se você se identifica com os pontos abaixo, é essencial agendar uma consulta com um ginecologista especializado:

  1. A dor não passa com analgésicos comuns: Se você precisa de doses cada vez mais altas ou medicações injetáveis em prontos-socorros todo mês, isso não é normal.
  2. Dor profunda no sexo (Dispareunia): A dor causada pela endometriose costuma ser “no fundo”, devido à inflamação dos ligamentos que sustentam o útero.
  3. Alterações intestinais no período menstrual: Diarreia, prisão de ventre excessiva ou dor ao evacuar enquanto está menstruada são sinais clássicos de focos de endometriose no septo retovaginal.
  4. Cansaço excessivo (Fadiga Crônica): A luta constante do corpo contra uma inflamação crônica gera uma exaustão que vai além do cansaço comum.
  5. Dificuldade para engravidar: Cerca de 30% a 50% das mulheres com endometriose podem apresentar dificuldades de fertilidade.

Mitos e Verdades sobre a Dor Menstrual

  • “É normal sentir dor, minha mãe também sentia”: MITO. Embora a genética influencie, a dor nunca deve ser incapacitante. Se impede a vida normal, deve ser tratada.
  • “A gravidez cura a endometriose”: MITO. A gravidez pode suspender os sintomas temporariamente devido à ausência de menstruação, mas não elimina os focos da doença.
  • “Endometriose tem tratamento”: VERDADE. Existem diversas abordagens, desde bloqueios hormonais e mudanças no estilo de vida (dieta anti-inflamatória) até cirurgias minimamente invasivas para retirada dos focos.

Como é feito o diagnóstico na SegMedic?

O diagnóstico começa com uma conversa detalhada (anamnese) e os Exames. Na SegMedic, utilizamos tecnologia de ponta para auxiliar na detecção:

  • Ultrassonografia Transvaginal: Um dos Exames iniciais mais importantes para avaliar o útero e os ovários.
  • Ressonância Magnética da Pelve: Um Exame de imagem detalhado que ajuda o médico a visualizar a extensão da doença.

Conclusão: qualidade de vida é prioridade

Não normalize o seu sofrimento. A endometriose é uma doença progressiva e, quanto antes for tratada, menores as chances de complicações futuras e maior o seu bem-estar diário.

Na SegMedic, temos uma equipe de Ginecologia pronta para te ouvir e oferecer o suporte diagnóstico que você precisa.

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