Você sabia que a Retinopatia Diabética é uma das complicações mais sérias do diabetes? E que ela é uma das principais causas de perda de visão em adultos, você sabia? 

A Retinopatia Diabética é uma das doenças silenciosas que afetam a visão e costuma ser descoberta quando os danos à retina já podem ter ocorrido. Por isso, é uma condição que preocupa os Especialistas. 

Pensando nisso, a SegMedic criou um guia completo para que você possa entender o que é a Retinopatia Diabética, quais são os sintomas e como é feito o tratamento. Continue a leitura para saber o que você pode fazer para proteger a sua visão. 

O que é a retinopatia diabética? 

A retinopatia diabética acontece quando o excesso de glicose entope ou rompe os pequenos vasos que irrigam a retina, causando vazamentos que comprometem a visão. Esse comprometimento acontece porque a retina é a grande responsável por capturar a luz e transformá-la em imagens que são projetadas no cérebro. Dessa forma, quando ela é danificada, esse processo é interrompido e a visão fica prejudicada. 

Segundo o Ministério da Saúde, a doença está entre as principais causas de perda de visão em adultos de 20 a 75 anos. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Retinopatia Diabética, publicado pelo ministério em 2021, afirma que a condição afeta cerca de 1 a cada 3 pessoas que vivem com diabetes. O protocolo também estima que 90% dos pacientes com diabetes tipo 1 e 60% dos pacientes com diabetes tipo 2 podem apresentar algum grau de retinopatia após 20 anos convivendo com a doença. 

A doença é dividida em dois grandes grupos: 

  • Retinopatia diabética não proliferativa (RDNP): fase inicial, sem neovascularização (processo de formação de novos vasos sanguíneos). É caracterizada por alterações nos vasos já existentes, como dilatações (microaneurismas), hemorragias intra-retinianas e alterações nervosas. 
  • Retinopatia diabética proliferativa (RDP): estágio avançado, definido pelos surgimentos de vasos novos e anormais na retina ou no nervo óptico. Esses vasos são frágeis, sangram com facilidade e aumentam o risco de hemorragia vítrea e descolamento de retina. 

Para orientar o acompanhamento, o protocolo do Ministério da Saúde classifica a retinopatia em cinco níveis de gravidade. Veja a seguir:

Escala de Gravidade da Doença Retinopatia Diabética
Escala de Gravidade da Doença Retinopatia Diabética | Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Retinopatia Diabética.

Edema Macular Diabético (EMD) é uma complicação da Retinopatia Diabética, causada por um acúmulo de líquido na mácula (região central da retina, responsável pela visão detalhada e pela leitura). Essa complicação pode ocorrer em qualquer estágio da Retinopatia e é uma das principais causas de baixa visão entre pessoas com diabetes. 

Quais são os sintomas de retinopatia diabética? 

Embora silenciosa no início, a doença pode provocar diversos sinais à medida que progride. Os principais sintomas da retinopatia diabética são: 

  • Visão embaçada ou turva; 
  • Dificuldade para ler ou focar objetos; 
  • Pontos ou fios flutuantes (“moscas volantes”); 
  • Manchas escuras ou áreas falhadas no campo visual; 
  • Oscilações na qualidade da visão ao longo do dia; 
  • Dificuldade para enxergar em ambientes com pouca luz; 
  • Perda parcial ou súbita da visão. 

Alguns sinais exigem atendimento oftalmológico imediato: perda repentina da visão, sensação de uma “cortina” ou sombra descendo sobre o campo visual, ou aumento brusco de manchas e flashes de luz. Podem indicar hemorragia ou descolamento de retina, situações que demandam ação rápida. 

Por que o diagnóstico precoce faz tanta diferença? 

O grande desafio da retinopatia diabética é a ausência de sintomas nas fases iniciais. Por isso, o rastreamento oftalmológico de quem tem diabetes é essencial, mesmo sem qualquer queixa visual. 

Ministério da Saúde aponta que, com diagnóstico e tratamento precoces, o risco de cegueira provocado pela doença pode ser reduzido para menos de 5%. Já, sem o tratamento, cerca de metade dos casos de retinopatia proliferativa pode evoluir para cegueira em até 5 anos. 

As diretrizes do Ministério da Saúde definem quando começar o acompanhamento, e o momento varia conforme o tipo de diabetes: 

  • Diabetes tipo 1: o primeiro exame deve ocorrer em até 5 anos após o início da doença ou no começo da puberdade. 
  • Diabetes tipo 2: o exame oftalmológico deve ser feito imediatamente após o diagnóstico. 
  • Gestantes com diabetes: recomenda-se avaliação oftalmológica a cada trimestre. 

Depois do primeiro exame, o acompanhamento costuma ser anual, mas pode ser mais frequente dependendo do estágio da retinopatia. 

Entre os métodos usados para avaliar a retina estão a oftalmoscopia (exame de fundo de olho), a biomicroscopia de fundo, a retinografia e a tomografia de coerência óptica (OCT), considerada o exame de referência para avaliar o edema macular que envolve o centro da retina. 

Como é feito o tratamento da retinopatia diabética? 

O tratamento da retinopatia diabética vai depender da gravidade da doença. Em estágios iniciais, o foco está no controle e acompanhamento da diabetes. Já nas fases mais avançadas ou com edema macular, entram os tratamentos oftalmológicos específicos. 

Controle da diabetes 

A diabetes é um dos fatores de risco para a Retinopatia, por isso, o seu controle é a base do tratamento. O protocolo do Ministério da Saúde recomenda mantes os seguintes níveis: 

  • Hemoglobina glicana: abaixo de 7% 
  • Pressão sistólica: abaixo de 130 mmHg 
  • Perfil lipídico: dentro das metas 

Esse controle ajuda tanto na prevenção quanto na progressão da retinopatia e do edema macular. 

Fotocoagulação a laser 

Esse é um tratamento indicado principalmente para pacientes com a retinopatia proliferativa de alto risco e em casos selecionados de RDNP grave ou muito grave. A técnica trata a retina isquêmica e reduz o estímulo para a formação de vasos anormais, podendo diminuir cerca de 50% do risco de perda visual. 

Injeções intraoculares de anti-VEGF 

O aflibercepte e o ranibizumabe são medicamentos que inibem o fator de crescimento endotelial vascular (anti-VEGF). Eles são administrados via injeção intraocular para tratar o edema macular diabético que envolve o centro da retina. Eles reduzem o inchaço e ajudam a preservar a visão central. 

Vitrectomia 

Esse tratamento é reservado para os casos mais avançados da retinopatia, como hemorragia vítrea persistente ou deslocamento de retina. Essa cirurgia remove o gel do interior do olho e repara os danos. 

É importante mencionar que, em pacientes com diabetes muito descompensado por longos períodos, a normalização rápida da glicemia pode, momentaneamente, piorar a retinopatia. Por isso, o ajude deve ser feito com acompanhamento oftalmológico mais próximo. 

Como prevenir a perda de visão pelo diabetes? 

A retinopatia diabética não tem cura, por isso, a prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz para evitar a perda de visão. Mas a decisão de prevenir a doença está nas mãos do próprio paciente. Por isso, separamos algumas dicas que podem ajudar a impedir o surgimento da doença. Veja abaixo: 

  • Mantenha o diabetes bem controlado, buscando a meta de HbA1c definida pelo seu médico; 
  • Monitore a pressão arterial e o colesterol; 
  • Pratique atividade física com regularidade; 
  • Adote uma alimentação equilibrada; 
  • Evite o tabagismo, que agrava os danos vasculares; 
  • Faça os exames oftalmológicos conforme a orientação médica, mesmo sem sintomas. 

Embora não tenha cura, a doença pode ser controlada. Por isso, quanto mais cedo a retinopatia diabética for identificada, maiores as chances de preservar a visão e evitar complicações permanentes. 

Cuide da sua visão com a SegMedic 

A retinopatia diabética pode ser silenciosa, mas seus efeitos costumam ser definitivos quando o diagnóstico chega tarde. Por isso, o cuidado ideal envolve dois especialistas trabalhando juntos: o endocrinologista, que orienta o controle do diabetes, e o oftalmologista, que monitora de perto a saúde dos olhos. 

Na SegMedic, você conta com endocrinologistas e oftalmologistas preparados para acompanhar sua saúde de forma integrada. Se você tem diabetes ou já notou alterações na visão, agende sua consulta e mantenha seus exames em dia. 

Veja os preços no particular: 

  • Oftalmologista: R$ 185 
  • Endocrinologista: R$250 

Veja os preços no SegMais 

  • Oftalmologista: R$ 86 
  • Endocrinologista: R$ 49 

Com a nossa assinatura de Saúde, você garante atendimento de qualidade com preços acessível. Fale com o nosso time para conhecer o SegMais.